Começou este fim de semana, uma das competições mais peculiares do mundo, no que ao futebol diz respeito. O campeonato nacional do Brasil. Precedido dos campeonatos estaduais, que por vezes consagram equipas da Série B ou de divisões inferiores, mas acima de tudo, parece-me ser uma boa pré-época, durante a qual se tem a oportunidade de defrontar os maiores rivais. Mas voltando ao Brasileirão, este ano temos vários motivos de interesse para seguir o que se passa do outro lado do Atlântico.
Equipas como Flamengo, Corinthians, São Paulo, Internacional, Santos, Palmeiras, Fluminense e Cruzeiro, parecem ter ganho um fôlego financeiro nunca antes visto por terras de Vera Cruz. O rubro-negro contratou Ronaldinho Gaúcho, só o melhor jogador brasileiro da década que findou e, Thiago Neves, um jovem talentoso que teima em não ser bem sucedido fora do Brasil. O timão resgatou Liedson ao Sporting Clube de Portugal (péssima decisão desportiva e financeiramente não pareceu muito melhor), Adriano à Roma (tanto talento desperdiçado por uma cabeça sem juízo) e Alex ao Spartak de Moscovo (jogador típico do futebol brasileiro, mas com mais qualidade no pé esquerdo do que a maioria nos dois pés). O São Paulo recuperou o veterano Rivaldo, que andava perdido pelo Usbequistão e contratou Luís Fabiano ao Sevilha. A contratação do "Fabuloso", é a mais surpreendente. A maior parte dos "retornados", ora estavam em momentos de menor fulgor (ou fulgor inexistente) nas respectivas carreiras, fosse por demérito próprio, ou por dificuldades dos clubes que representavam. No caso do nº 9 do escrete, o Sevilha continua a ser uma das grandes equipas de Espanha, sempre respeitada na Europa. E Fabiano era um dos craques! Mas o desejo de regressar à pátria, mais precisamente ao São Paulo do seu coração, falou mais alto.
Para esta época, para além das equipas e dos craques já citados, há ainda: o Fluminense de Deco, Fred e Conca; o Palmeiras (treinado por Felipão) de Kléber; Lincoln e Valdivia; o Cruzeiro de Thiago Ribeiro, Roger e Brandão (mais um regresso); e o Internacional de D'Alessandro, Rafael Sóbis e Zé Roberto (não é o do Bayern). Aliás, o Internacional contratou esta época 2 internacionais argentinos, que ainda há bem pouco tempo, eram considerados muito promissores. Mario Bolatti (ex-Porto e ex-Fiorentina) e Fernando Cavenaghi (ex-Spartak de Moscovo e ex-Bordéus).
Mas a força económica dos clubes brasileiros não se limita a fazer regressar nomes sonantes. É que agora, é muito mais difícil (e caro) contratar as grandes promessas do futebol brasileiro. Nomes como Neymar, Ganso, Lucas, entre outros, têm ocupado as agendas dos grandes clubes europeus, mas não saem dos respectivos clubes. Hoje em dia, parece que os únicos clubes dispostos a abrir os cordões à bolsa e a pagar as enormidades que os clubes brasileiros pedem pelos seus jovens craques, são os clubes do leste da europa. Russos e ucranianos, com muito dinheiro para gastar vão contratando os miúdos mais promissores, deixando-os num estado de pouca visibilidade, fazendo-os competir em campeonatos onde pouco poderão evoluir. Mas desta forma, o Brasil vai conservando os seus novos talentos e recuperando os consagrados, constituindo uma competição forte, com vários motivos de interesse, jogadores com grandes carreira para trás e outros que têm a carreira toda pela frente.
P.S.: Aconselho-vos a seguirem as prestações do Vasco da Gama. Não pela equipa em si, mas pelo talentoso médio que por lá joga, de seu nome Bernardo. Formado no Cruzeiro, está emprestado aos cariocas. Vejam o resumo do primeiro jogo do Vasco (http://www.tvgolo.com/futebol.php?subaction=showfull&id=1306030487&archive=&start_from=&ucat=46&) e digam lá que não promete?
Aquele abraço!
E o Mariano Gonzalez para o Botafogo pá? :)
ResponderEliminarTao triste por vê-lo partir... :P
Vamos a ver se se confirma. Por mais entrega e raça que demonstrasse, nunca conseguiu revelar qualidade suficiente para convencer. As lesões também não ajudaram, na verdade. Mas penso que no campeonato brasileiro, num clube como o Botafogo, ainda seria capaz de dar um ar da sua graça.
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