segunda-feira, 6 de junho de 2011

Champions League

Antes de mais, quero começar por explicar o porquê de só agora comentar a final da Champions... Ao contrário de muitos bloggers, eu tenho vida social! Posto isto, aqui vai:

O vencedor foi aquele que já se esperava. Muito se disse antes da final, especialmente da parte do Barcelona, que não eram favoritos, que tinham medo do Manchester, que os ingleses estavam mais fortes do que em 2009, etc e tal. Muita areia para os olhos. Falsa modéstia até. O Barça é a melhor equipa do mundo. Não há contestação possível quanto a isso. Quando jogam bem, jogam o melhor futebol que eu alguma vez vi ser jogado. Quando jogam mal, jogam melhor que a maior parte das outras equipas. No dia 28 de Maio, jogaram bem!

Ora bem, tal como em 2009, começou melhor o Manchester United, criando algumas situações de perigo, dando a ilusão de que poderia fazer frente aos catalães. Mas não passou disso mesmo, uma ilusão. Mesmo depois de terem igualado o marcador (bom golo de Rooney), passado pouco tempo depois de Pedro ter feito o primeiro para o Barcelona, o Barça nunca deixou de ter o controlo da partida. Na segunda parte foi o que se viu. Domínio total dos blaugrana, com o futebol rendilhado do costume, o tão enervante e, ao mesmo tempo, espectacular tiki-taka com que submetem todos (ou quase todos) os seus adversários.

Avaliando individualmente as principais figuras do jogo, começo pelo mais óbvio. Lionel Messi é o melhor jogador do mundo da actualidade. Custa-me um pouco ter que admitir isto, visto que sou português e aprecio muito as qualidades de Cristiano Ronaldo, mas tenho que me render perante as evidências. Mesmo não tendo sido brilhante (também não foi preciso), Messi foi determinante. Um golo e uma assistência fizeram dele o MVP da final. Mas a verdadeira estrela do jogo foi a equipa do Barcelona, pois fizeram uma exibição colectiva fenomenal. Mas voltando a Messi, o astro argentino já pode ir reorganizando as prateleiras lá de casa para juntar mais um troféu de melhor jogador do mundo. No ano passado não o justificou, mas este ano não restam grandes dúvidas de que voltará a arrebatar a Bola de Ouro. Deixando a Pulga de lado, passo para o outro lado da barricada. Wayne Rooney, de longe um jogador que merece mais e melhor da parte dos Red Devils. O inglês foi dos poucos que conseguiu remar contra a maré, que ainda conseguiu dar esperança aos adeptos do United, de que seria possível vencer. Mas quando não há mais ninguém a acompanhar, torna-se difícil. E isto leva-me a outra figura da partida, pela negativa. Alex Ferguson, surpreendeu tudo e todos com opções questionáveis quanto ao onze inicial. Nani, que foi dos, senão mesmo, o jogador mais regular do Manchester esta época, ficou no banco. Só para a Premiership, o internacional português marcou 9 golos e fez 18 assistências (recorde da Premier League). Contudo, já se sabia que havia a possibilidade de Nani não jogar de início, visto que a relação entre jogador e treinador já viu melhores dias. No entanto, podia acontecer que Ferguson engolisse um pouco do seu orgulho e optasse por apresentar os melhores jogadores de início, mas pelos vistos "burro velho não aprende truques". Mas, talvez ainda mais surpreendente do que deixar Nani no banco, foi a opção de nem sequer sentar Dimitar Berbatov no banco de suplentes! E logo o búlgaro que foi, apenas e só o melhor marcador da liga inglesa!!! Assim fica difícil ganhar.

Sendo assim, ganhou aquela que foi de longe a melhor equipa da final. Agora, quanto ao trajecto dos espanhóis até à final, houve momentos menos dignos. A expulsão forçada de van Persie em Camp Nou, quando o jogo com o Arsenal ainda estava empatado a zero (os ingleses tinham ganho em casa por 2-1), condicionou claramente os londrinos. Mas pelo decorrer da partida, penso que não seria necessário o árbitro dar esse empurrãozinho, pois o Arsenal estava a ser de tal forma sufocado que era apenas uma questão de tempo até o Barça marcar. E depois a meia final com o Real Madrid. Já muito foi dito sobre as arbitragens de ambas as partidas, nomeadamente por José Mourinho. O problema não está necessariamente no que foi dito, mas antes na forma como foi dito. Pessoalmente eu destaco dois momentos, um em cada partida. A expulsão de Pepe na primeira mão parece-me injusta. Não estou aqui a colocar em causa se houve ou não contacto, pois na verdade parece-me que houve (embora Daniel Alves tenha teatralizado um pouco). Mas a entrada de Pepe seria, na minha opinião, apenas merecedora de cartão amarelo, pois trata-se de uma entrada de pé em riste, sem maldade. Nestas situações é habitual mostrar um pouco de bom senso e analisar a situação de forma inteligente. Mas não foi o caso e o Barça aproveitou. Na segunda mão, há um golo anulado ao Real de forma absolutamente ridícula. Ronaldo que vai embalado sofre um toque, desequilibra-se e cai, tocando no calcanhar de Mascherano com as costas. A bola sobra para Higuaín que faz o golo, mas a jogada é anulada por falta de Ronaldo sobre o capitão da argentina. Isto com o jogo empatado. Decisões dúbias da arbitragem que parecem ser tomadas com o intuito de proteger os catalães, mas estes não precisam deste tipo de contribuição. A eles, basta jogar aquilo que sabem e pronto.

Agora, o próximo desafio que espera o novo Dream Team, é a Supertaça Europeia frente ao F. C. do Porto. Dificilmente o Barça perderá para o Dragões, mas quem tem Hulk e Falcao (entre outros) pode sempre sonhar com uma gracinha.

Aquele abraço

1 comentário:

  1. Ora como fiel seguidor que me tornei (tal como prometido) sinto-me obrigado a deixar aqui alguns reparos. Caro Xpms, quando decidir utilizar alguns dos mais belos provérbios portugueses por favor queira escrevê-los correctamente. "Burro velho não aprende línguas" e não truques!

    Aquele Abraço

    Provedor bolacábolalá

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